sexta-feira, 18 de julho de 2008

Desencanto - Manuel Bandeira


(Tela de Marc Chagall)
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Eu faço versos como quem chora
De desalento. . . de desencanto. . .
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
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Meu verso é sangue. Volúpia ardente. . .
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
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E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca..
- Eu faço versos como quem morre
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3 comentários:

Dois Rios disse...

Renata,
Vir aqui é é a certeza plena de encontrar poesias belas para ler. Maravilhoso Manuel Bandeira!
Beijo,

Ellen Veloso Soares disse...

Divinamente bela essa poesia!

Sonia Regly disse...

Renata,
Obrigada por ter linkado meu Blog.Vou linkar o seu também.Seu Blog é lindo e atual, muito repleto de coisas boas!!!PARABÉNS!!!!!!