domingo, 27 de julho de 2008

Confissão - Mário Quintana


(Tela de Monet)
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Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,
Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!
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2 comentários:

Dois Rios disse...

Renata,

Eu adoro este poema do Quintana. Se não me engano já publiquei enxerto dele no meu blog.
No ano passado tive um probleminha de saúde e sempre que mencionavam minha aparente calma diante de um diagnóstico até então desconhecido, eu me lembrava desses versos.
Beijos,

p.s. tudo não passou de um grande susto.

Ellen Veloso Soares disse...

Maravilhoso! Esse eu desconhecia. Sempre que posso venho passear por aqui. Estou gostando muito! Beijos.