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Detem a inspiração e o estro ousado,
Passa altivo no mundo o indiferente;
Que te importa o sofrer mais apurado
A beleza, a ilusão, o sonho ardente?
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Tudo é vão, tudo passa, tudo mente:
Do teu canto o vibrar apaixonado
Disfarça muita vez um tom magoado
E se inspira na dor, na dor somente.
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Sofra embora tua alma em desatino
De não ser entendida, atroz destino
Canta e segue a penosa trajetória.
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Dilacerem-te os pés rudes abrolhos,
Canta a luz da alvorada, a cor de uns olhos,
O mar, a imensidade, o amor, a glória.
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Passa altivo no mundo o indiferente;
Que te importa o sofrer mais apurado
A beleza, a ilusão, o sonho ardente?
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Tudo é vão, tudo passa, tudo mente:
Do teu canto o vibrar apaixonado
Disfarça muita vez um tom magoado
E se inspira na dor, na dor somente.
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Sofra embora tua alma em desatino
De não ser entendida, atroz destino
Canta e segue a penosa trajetória.
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Dilacerem-te os pés rudes abrolhos,
Canta a luz da alvorada, a cor de uns olhos,
O mar, a imensidade, o amor, a glória.
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1 comentários:
Renata,
Parabéns pela publicação do soneto À UM POETA, de autoria de FRANCISCA CLOTILDE em seu BLOG. Você esqueceu de citar a FONTE, que creio tratar-se de Otacílio Colares, no LEMBRADOS E ESQUECIDOS, Vol VI, pág.90.
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