terça-feira, 26 de agosto de 2008

Meu Professor de Análise Sintática - Paulo Leminski

(Tela de Edgar Degas)
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Meu professor de análise sintática era o tipo do
sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida,
regular com um paradigma da 1ª conjugação.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conetivos e agentes da passiva, o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
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4 comentários:

g.h disse...

Desculpe, mas é horrível...

Renata Christina disse...

Felizmente vivemos em um regime democrático. Assim, todos podem manifestar livremente suas opiniões, por essa razão gostaria de receber críticas de pessoas que se identificam. Não há razão para manter o anonimato, o que torna devalorizado o comentário. A obra de Leminski tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Nem todos compreendem essa amplitude.

Enigmas de um mistério disse...

Olá, Renata, legal seu blog...
bjs,
adê

Mauricio Soares disse...

Maravilhoso.... Ruim é quem não consegue interpretar...Não possui cognição e intelecto para tal, e ainda, interpela por falsas arbitrariedades, aqueles que o tem...