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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Criança - Sylvia Plath


(Tela de Neiva Passuello)
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O olho claro é a coisa mais bonita em você.
Quem dera enchê-lo de patos e cores,
Zôo do novo,
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Nomes em que você pensa –
Campânula-de-abril, Cachimbo-de-índio,
Pequenino
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Caule sem espinhos,
Lago em cujas margens, imagens
Pudessem ser clássicas e imensas
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Não esse tenso
Torcer de mãos, esse teto
Escuro e sem estrela.
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Tradução de Rodrigo G. Lopes e Maurício A. Mendonça
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domingo, 13 de julho de 2008

Papoulas de Julho - Sylvia Plath

(Tela de Monet)
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Ó papoulinhas pequenas flamas do inferno,
Então não fazem mal?
Vocês vibram.
É impossível tocá-las.
Eu ponho as mãos entre as flamas.
Nada me queima.
E me fatiga ficar a olhá-las
Assim vibrantes, enrugadas e rubras,
como a pele de uma boca.
Uma boca sangrando.
Pequenas franjas sangrentas!
Há vapores que não posso tocar.
Onde estão os narcóticos,
as repugnantes cápsulas?
Se eu pudesse sangrar, ou dormir !
Se minha boca pudesse unir-se a tal ferida !
Ou que seus licores filtrem-se em mim,
nessa cápsula de vidro,
Entorpecendo e apaziguando.
Mas sem cor.
Sem cor alguma.
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